A “Máquina de Inscrever” de Paloma Klisys

“Máquina de Inscrever” é, a princípio, uma série de programas experimentais de rádio arte feitos para a internet. 
Estruturado a partir da apresentação de fragmentos sonoros capturados das mais inusitadas fontes, com leitura de poemas e textos acadêmicos, cada programa é uma coletânea de imprevistos, sem a mediação de um narrador ou formato tradicional, numa sucessão de trilhas, gravações clandestinas do cotidiano, leituras e reflexões. Tudo isto entrecortado por ruídos, trilhas e ambiências que dão ao onírico prevalência sobre o apolíneo. O uso de fones amplia a experiência. 
A proposta é ativar um outro modo de escuta, sem as marcações convencionais, num convite a experimentação sonora. 
Há também uma versão ao vivo, adaptada ao formato de uma apresentação de 30 a 40 minutos de duração, que expande a esfera da arte sonora unindo-se ao vídeo e a performance. Algumas projeções foram feitas em grandes estruturas, geralmente na fachada lateral de grandes prédios.
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Conheça a série experimental de programas de rádio no formato podcast

A Série Experimental de Programas de Rádio produzidos por Paloma Klisys conta com a participação de vários artistas e colaboradores. Os programas da série têm uma hora de duração e é possível conferir as notas de orelha para identificar os diversos aúdios. Downloads liberados.

A arte no rádio e rádio arte no Brasil

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A música, a literatura e a poesia estiveram presentes na história do rádio brasileiro desde seus primeiros momentos. Quando os equipamentos de transmissão das empresas norte-americanas foram testados em 1922, além do discurso do Presidente da República, os primeiros ouvintes da novidade tecnológica puderam acompanhar uma apresentação da Ópera ‘O Guarani’, de Carlos Gomes, que estava sendo encenada no Theatro Municipal.  
Paloma Klisys é escritora, poeta, artista sonora e transmídias. Criadora INTERdependente, transitou nas últimas duas décadas por uma série de coletivos artísticos com características diferentes e desenvolve processos criativos translinguagens nos quais explora intercessões possíveis entre a performance/interferência urbana, o áudiovisual e a palavra falada e escrita. 
Pesquisadora, performer, inter-inventora. Formada em comunicação social e em sociodrama pela Role Playing Pesquisa e Aplicação, é uma das fundadoras do “O Autor na Praça” projeto que acontece em São Paulo há 17 anos na Feira de Artes da Praça Benedito Calixto e que tem como objetivo proporcionar o encontro de escritores com seu público leitor. É também uma das fundadoras do Instituto Àgora em Defesa do Eleitor e da Democracia e da Viração.org, projeto de educomunicação. É idealizadora do projeto multimidia Inflexos Transcorpo. Transita por uma série de coletivos de arte, dentre eles o Coletivo Poesia Maloqueirista, o coletivo Membrana Experimental Fiat Lux, coletivo Yopará – integração latino-americana, movimento Trokaoslixo e do coletivo de mídia livre Hub Livre. 
Apresenta performances em ambientes imersivos ou em espaços públicos, com manipulação de sons e imagens em tempo real, em vídeos intensos e envolventes. Um jogo com recortes de textos, sons e imagens com repertório variado de temas livres que se conectam a partir das sonoridades de cada fragmento. 
 
 

A produtora expõe seu trabalho em seções de graforragia, arte sonora, poesia, live arte e processos criativos aos quais a artista se dedica atualmente. 

"(Des) Ensaios no Imprevisto"

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Obra composta de poemas e microcrônicas, ilustrada com imagens de trabalhos visuais realizados pela artista ao longo de sua carreira, (Des)Ensaios no Imprevisto combina humor e potência crítica em uma grande variedade interna de formas de composição. A poeta trabalha com elementos de poesia visual, brinca com textos que se aproximam do estilo dos haicais, ora constrói textos mais longos, ora tece microcrônicas sobre a condição humana. Sua poética transita entre três devires: a crítica social, a dimensão transcedental e misteriosa da existência e um romantismo um tanto sacana e lúdico. 

RAZIZR

Recentemente a artista apresentou a vídeoinstalação Razizr. Um processo criativo a partir do contato com raízes urbanas em conflito com o concreto, que  toca desde 2013 oras só e oras muito bem acompanhada por Joao Pirahy, Glaucus Noia, Flavia Spinardi e Iratan Gomes. 

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