cinema independente de tirar o chapéu
Através da história de Calebi Benedito contamos um pedaço da memória do Rio de Janeiro, São João de Meriti e Vilar dos Teles, a antiga Capital do Jeans.
Calebi, criado no Morro dos Paraíbas em São João de Meriti, vem de uma família de músicos. Seu pai foi maestro autodidata e inspirou o filho, que iniciou os estudos de bateria aos 4 anos de idade. Tocou em igrejas e nas praças e pontos de pregação evangélica na adolescência. Adulto tocou nas principais casas de shows de São João de Meriti, da pregação para a pegação, até́ ser convidado a participar da banda BBC – Bala Bom Bom e Chocolate, sucesso nos anos 2000 com quem viajou por todo o Brasil até montar seu próprio estúdio.Em meados de 2011 decidiu tocar bateria nas ruas dos grandes centros e ainda participou de algumas formações como a banda Vish, Tubarão Beringela entre outras.Para contar essa história foram convidados amigos, familiares e admiradores, entre eles o baterista Teo Lima vencedor do Grammy Internacional, o vereador Reimont autor da lei de proteção ao artista de rua, a vereadora Veronica Costa e o advogado da Fist-Frente dos Sem-Teto André de Paula entre outros.Foram 3 anos de gravação, sem patrocínio e apenas com a grana do chapéu.
[embedyt] https://www.youtube.com/watch?v=MP0gH4DEiwI[/embedyt]“Meu palco é a Rua” é um documentário, longa-metragem, sobre Calebi Benedito, o baterista solo das ruas. Calebi já participou de muitas bandas, a mais famosa é a BBC (Bala, Bombom e Chocolate) -sucesso do pagode nos anos 2000-, além de outras formações, como Tubarão Berigela e Banda Vish. Sua arte é bela, mas praticamente proibida, travando lutas diárias contra a polícia, guarda-municipal e outras formas de repressão, como a tripulação nas Barcas, onde foi proibido de tocar, porém, sempre resistiu bravamente, assim como na repressão em frente ao Shopping Madureira. Apesar de tudo, Calebi segue firme, por isso é reconhecido pelos maiores bateristas do Brasil, como Teo Lima e Fernando Pereira.O longa foi gravado na Lapa, Museu do Amanhã, Cinelândia, Central do Brasil, Rua Ceará (Garage/Vila Mimosa), Beco das Garrafas – Copacabana, Mirante do Rato Molhado -, Santa Teresa, Ilha de Paquetá. E também no Morro do Urubu, Morro dos Paraíbas, Praça da Matriz em São João de Meriti A estreia foi na Cinemateca do MAM, no último dia 21 de setembro ás 20h com casa cheia! Para acompanhar as sessões acesse o link da Seca Carioca Produções(Clique na foto)