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Poe(mú)si(c)as de Waly Salomão

Waly Dias Salomão foi poeta, produtor cultural, diretor artístico e letrista de música popular brasileira. Nascido no interior baiano, filho de um imigrante sírio e de uma sertaneja, Waly Salomão é um dos expoentes do tropicalismo.
 Waly foi ponta de lança de uma geração de poetas que pensava a produção literária  a partir de sua articulação com as outras artes. A contracultura se fortaleceu num movimento de resistência à censura e refletia às diversas manifestações do inquieto cenário cultural no Brasil das décadas de 1970 e 1980.
Começamos a trabalhar exatamente naquele período que marcava um vazio depois do AI-5, depois de tudo o que foi o tropicalismo em 1968 e que foi cortado violentamente no final daquele ano. 69 começava como um período de esmagamento total, vindo de cima, do poder. A gente conversava muito e eu ficava incitando Macalé a quebrar os vínculos como remanescentes da bossa nova ou então com a música de concerto, com aquele perfeccionismo. Insistia na necessidade dele criar um espaço próprio. Isso era fundamental naquele momento – uma voz que continuasse cantando e mantivesse acesa a chama. Nessa época escrevi e Macalé musicou Vapor Barato, de letra oposta à tendência liricista e nebulosa que predominava. Era direta, frontal, dizendo o que era possível naquele momento de desencanto.”  Waly Salomão.        

Poemas de Waly Salomão lidos por Lirinha, do Cordel do Fogo Encantado

Conheça Waly Salomão: poeta, produtor cultural, diretor artístico e letrista de música popular brasileira

A partir de 1971, Waly Sailormoon faz com Jards Macalé várias composições, “Mal Secreto”, “Anjo exterminado”, “Rua Real Grandeza”, “Dona do castelo”, “Revendo amigos” (enviada doze vezes para a censura), “78 rotações”, “O senhor dos sábados”, “Ponte de luz”, e “Vapor Barato”.
 Neste ano, no morro de São Carlos conheceu e incentivou as composições de Luiz Melodia e ainda por sua sugestão, Melodia trocou o título de “My black” para “Pérola negra”, o nome de um homossexual do Estácio. Nesse mesmo ano, Wally apresentou a música de Melodia a Gal Costa, que a incluiu em seu show Fa-tal, Gal a todo vapor e, posteriormente no LP do mesmo nome. “Pérola negra” estourou nas paradas de sucesso: um acontecimento definitivo na vida artística de Luiz Melodia.
Nos anos 80, Waly escreveu “Gigolo de bibelôs” que fez sucesso e retomou as parcerias musicais com Lulu Santos, Cazuza e Roberto Frejat. Dirigiu shows de Marina Lima, Zizi Possi, Cássia Eller e por último Adriana Calcanhotto para quem vendeu uma escultura de Lygia Clark.

Como letrista, colaborou com muitos artistas, como Caetano Veloso (Talismã), Lulu Santos (Assaltaram a Gramática, sucesso com os Paralamas do Sucesso), Adriana Calcanhotto (Pista de Dança), entre outros.