Este ano a Mostra Paralela do quinquagésimo terceiro festival de Brasília será online. Até 20 de dezembro os filmes estarão disponíveis e um deles é o excelente filme de Felipe Cataldo, que inclui imagens captadas nas manifestações de 2013.

o filme

“Benjamim Zambraia e o Autopanóptico” começou a ser rodado em 2013 em 35mm com equipamento cedido pelo CTAV – Centro Técnico Audiovisual e negativos doados por amigos e admiradores do trabalho do diretor, inicialmente para ser um curta-metragem. Ainda em 2013, as primeiras imagens em digital foram captadas para o filme, nas manifestações que eclodiram naquele ano. Então o filme começou a crescer na cabeça do diretor, tornando-se inevitavelmente um longa-metragem. Em 2014, novas filmagens foram feitas, dessa vez em 16mm, com o equipamento da Fevereiro Filmes e novamente com negativos doados. Grande parte do material rodado em película foi revelado pelo diretor e também pelo diretor de Fotografia do filme, Igor Cabral, seguindo uma linha de pesquisa aplicada tanto nos curtas-metragens de Felipe Cataldo, exibidos e premiados em festivais e mostras de Cinema no Brasil e no exterior, quanto em fotografia still. A trilha sonora do filme é de Octávio Terceiro, que também é ator do filme, em um trabalho quase arqueológico que o diretor realiza extraindo verdadeiras jóias de antigas fitas de diversos formatos. Esse material sonoro foi digitalizado no próprio CTAV, que já estava como apoio do filme, e depois tratado e mixado por Ricardo Brasília. Sete anos e meio depois houve esse convite de Cavi Borges, produtor do filme e curador da Mostra Paralela Online do Festival de Brasília, para que a estréia do filme se desse nesse Panorama Cinema de Invenção. 

Para assistir ao filme clique no link ou no vídeo.
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o festival

Organizada por Cavi Borges, a Mostra Paralela do 53 Festival de Brasilia do Cinema Brasileiro apresenta 33 filmes. 

O evento será online, mantendo a energia e a postura crítica e participativa através de mesas de debates e exibição dos filmes concorrente. 

No link você tem acesso ao cinema brasileiro que fez história e cuja memória temos o dever de preservar. 

Sobre o autor

Felipe Cataldo é cineasta, também poeta e ainda fotógrafo autor do livro “22” (Editora Verve) com poemas e fotos em preto e branco de sua concepção. Dirigiu curtas-metragens, em sua maioria ficção-experimental, exibidos em festivais de cinema e eventos de arte em todo o mundo. “Monocelular” (2009) foi filmado em formato super-8 e desenvolvido em um laboratório doméstico usando processo cruzado e tonificação sobre nitrato de prata.  

O filme foi selecionado para o Cambridge International Film Festival em United Kingdon, onde Felipe Cataldo fez uma palestra no Murray Edwards College – University of Cambridge sobre seu esteta incomum, especialmente ligado às formas de manipulação do próprio celulóide, fazendo uma espécie de cinema-pictórico . O filme também foi selecionado para Festival dés Cinémas Différents et Expérimentaux de Paris, Festival Itinerante de Curtas Latinos (vários países), Curta-8 – Festival Internacional de Super-8 do Brasil em Curitiba, Super-Off – Festival Internacional de Super-8 de São Paulo e CineMúsica – Festival de Cinema e Música de Conservatória. Dirigiu também a curta-metragem “Arraste a pessoa amada em três dias” (“Trago a pessoa amada em três dias”) em formato 16mm. O filme foi selecionado para Festival Internacional de Cinema de Jaipur (Índia), Curta Santos (competição de 16mm), MFL – Mostra do Filme Livre, Cineclube Mate com Angu (Duque de Caxias), Jardim Suspenso no Morro da Babilônia (Rio de Janeiro) e Mostra de Curtas Cariocas em Natal.  

Felipe Cataldo atua como professor de Cinema em diversos projetos realizando curtas-metragens com os alunos, ficção e documentário. Como ator, Felipe Cataldo trabalhou na série de TV “Cilada” (Multishow), do comediante brasileiro Bruno Mazzeo, e também no longa-metragem “À procura de uma ferradura nas praias do Rio” de Lionel Combecau, estrelado pela cantora brasileira Silvia Machete, e vários curtas-metragens como “Salomé” de Igor Cabral, da peça de Oscar Wilde.  

Um de seus versos: “Cinema é um circo de sombras”. 

Mini Biografia IMDb Por: Henry Jones